
Adeus Maria Fulô
Os Mutantes
Despedida e esperança no sertão em “Adeus Maria Fulô”
Em “Adeus Maria Fulô”, Os Mutantes abordam a despedida não apenas como o fim de um relacionamento, mas como um retrato do sofrimento coletivo causado pela seca no sertão. O nome Maria Fulô representa tanto uma mulher quanto a própria terra e a vida rural ameaçada pela estiagem. Isso fica claro nos versos “Marmeleiro amarelou / Olho d’água estorricou”, que mostram a devastação da natureza e a falta de recursos básicos para a sobrevivência.
A letra é direta ao expressar resignação diante das dificuldades: “Chorar não ajuda ninguém / Enxugue seu pranto de dor / Que a seca mal começou”. O narrador reconhece a impotência diante da seca e a necessidade de partir, mas mantém a esperança de retorno, ligada à chegada da chuva: “Eu voltarei qualquer dia / E só chover no sertão”. Essa promessa mistura o desejo de reencontro com a expectativa de dias melhores para o povo sertanejo. A versão dos Mutantes, ao unir o baião tradicional com elementos psicodélicos, reforça o contraste entre tradição e modernidade, ampliando o impacto emocional da música e conectando o drama do sertão a um público mais amplo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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