
Princesa Encantada
Ná Ozzetti
Tradição e saudade em "Princesa Encantada" de Ná Ozzetti
"Princesa Encantada", interpretada por Ná Ozzetti, destaca-se por unir elementos do folclore brasileiro e da literatura de cordel para abordar a busca e a saudade de um amor idealizado. A metáfora da "princesa encantada" que "ela mesma se encantou" sugere não só o desaparecimento da amada, mas também uma transformação mágica, típica das lendas populares em que personagens se tornam inatingíveis ou se escondem na natureza, como nos versos "dentro de um botão de rosa" ou "nasceu de um pingo d'água que a noite serenou". Esses trechos reforçam o tom nostálgico da canção e dialogam diretamente com a tradição sertaneja de Cacique e Pajé, grupo de origem da música.
Ao regravar a canção, Ná Ozzetti imprime uma interpretação delicada, misturando MPB e música caipira, o que valoriza o resgate cultural e afetivo da obra. A letra também revela o orgulho e a identidade do narrador, que, apesar de ser conhecido por todos, sente que seu verdadeiro valor permanece oculto: "Todo mundo me conhece / Mas não sabem o meu valor". Quando o narrador menciona cantar "modinhas novas" e "modas de versos dobrados que ninguém nunca cantou", evidencia-se a importância da tradição oral e da criatividade individual. Assim, mesmo diante da saudade, a música celebra a arte e a memória afetiva deixada pelo amor perdido.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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