
Rios, Pontes & Overdrives (part. Chico Science)
Nação Zumbi
Marginalização e resistência em “Rios, Pontes & Overdrives”
Em “Rios, Pontes & Overdrives (part. Chico Science)”, da Nação Zumbi, a repetição de “molambo eu, molambo tu” destaca uma identificação coletiva com a marginalização urbana. O termo “molambo” funciona como metáfora para pessoas excluídas socialmente, mostrando que as dificuldades das periferias de Recife são compartilhadas por muitos. Quando a letra descreve o molambo sendo atropelado e deixado sob o sol do meio-dia, evidencia o descaso e a violência enfrentados diariamente pelos mais pobres.
A música cita bairros como Macaxeira, Imbiribeira e Bom Pastor, criando um retrato realista da cidade e mostrando que a desigualdade está presente em diferentes regiões. Expressões como “impressionantes esculturas de lama” e a repetição de “mangue” conectam a paisagem de Recife, marcada por rios, pontes e manguezais, à resistência cultural do movimento manguebeat. O termo “overdrives” traz o elemento moderno, sugerindo a fusão entre tradição e tecnologia, característica do movimento. Por fim, versos como “molambo boa peça de pano pra se costurar mentira/miséria” mostram como a pobreza pode ser usada para mascarar injustiças, mas também serve de base para novas formas de expressão e sobrevivência. Assim, a música celebra a criatividade e a força dos que vivem à margem, mesmo diante do abandono.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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