
Bala Perdida
Nação Zumbi
Violência urbana e vulnerabilidade em “Bala Perdida”
Em “Bala Perdida”, da Nação Zumbi, a letra traz a violência urbana para o centro do debate ao personificar a bala como “Senhora bala”. Esse recurso destaca o pedido de sobrevivência do indivíduo comum, que se vê impotente diante do perigo constante. Ao dizer “eu que sou pacífico”, o eu lírico expõe a ironia de que, mesmo quem não está envolvido em conflitos, pode ser vítima do acaso brutal das balas perdidas. O pedido de licença para passar reforça a sensação de vulnerabilidade e a falta de controle sobre o próprio destino nas cidades marcadas pela violência.
O videoclipe amplia esse significado ao mostrar duas mulheres negras e lésbicas afetadas por balas metafóricas, evidenciando que a violência não é apenas física, mas também simbólica, atingindo principalmente minorias e pessoas vulneráveis. A repetição dos versos “não dá pra saber se foi por querer / não dá pra saber se foi sem querer” ressalta a imprevisibilidade e o medo constante de ser atingido, seja por violência direta ou por suas consequências sociais. A metáfora dos “alvos móveis” sintetiza a sensação de exposição permanente, enquanto a música denuncia a banalização da violência e convida à reflexão sobre a fragilidade da vida urbana e a necessidade de empatia diante das múltiplas formas de exclusão e perigo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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