
Dois Perdidos
Nadson o Ferinha
“Dois Perdidos”: solidão compartilhada no pós-término
Em “Dois Perdidos”, Nadson o Ferinha dá nome à solidão a dois. O refrão inverte o sentido de “fazer amor”: há corpo, não há afeto. A palavra “Nus” atua em duas frentes — nudez literal e desproteção emocional —, deixando claro que os dois estão expostos e vazios. O verso “no quarto fazendo amor… sem amor nenhum” reforça o paradoxo: o ato permanece, o sentimento some.
A narrativa é linear e franca. Depois do fim, ambos se afastam — “Você distanciou e eu também” — e buscam anestesia em encontros casuais, mas batem no mesmo deserto: “Não adianta tirar a roupa em cima de outras camas / Beijar a boca de alguém que não ama / … na intenção de preencher um vazio / Que nunca vai se preencher”. “Fazer amor” reduz-se a sexo, e o vazio persiste. Inserida na tradição do arrocha que projetou Nadson o Ferinha nacionalmente e lhe rendeu reconhecimento recente, a faixa, escrita por Adelson Pereira do Lago, Alisson Lima de Oliveira, Almy da Silva Junior e Gilberto Moreira Silva Neto, aposta em vocabulário direto para admitir o que dói: pele não preenche ausência. O resultado soa como confissão sóbria, sem vilões; dois pós-término carregando a mesma perda e a mesma tentativa frustrada de cura.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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