Oxalá (acústico)
Nambu Zabelê
Não me escondo de ninguém
Mas também não ando me mostrando
Eu peço permissão a Jah
E se Jah me confirmar eu vou me aprochegando
Do objetivo que Ele me dá
Ajudar na transformação em mim e em meus irmãos
Para fazer vibrar luz que resplandeceu na cruz
Na batalha contra o mal
Oxalá, dai-me essa luz
E filtro o teor de cada informação
Separando o terror contando grão em grão
Vamos semear, plantar a nova sociedade
Com justiça e equidade vamos revolucionar
As concepções, o padrão e a moral
O que se traveste de bom, mas na verdade esconde o mau
Vamos combater com saber, sonhar e arte
Positivando toda parte nesse novo amanhecer
Oxalá, dai-me essa luz
Ditadores, torturadores, inquisidores
O terror tem funcionários como os correios ou os bancos
Eduardo Galeano, As veias abertas da América Latina, 1977
E o mesmo Galeano, citando Bertolt Brecht
Nos países democráticos não se revela o caráter de violência da economia
Nos países autoritários não se revela do mesmo modo o caráter econômico da violência



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