
Como Somos
Nando Reis
Reflexões sobre o ciclo da vida em “Como Somos”
A música “Como Somos”, de Nando Reis, explora o ciclo da vida ao unir imagens de nascimento e morte em uma narrativa contínua. Logo no início, o verso “Começa o infinito com dois zeros” sugere que a existência não tem começo ou fim definidos, reforçando a ideia de um ciclo eterno. Trechos como “Protótipo do filho, feito o feto” e “A gestação no ventre reza uma novena” aproximam o início da vida de elementos sagrados e biológicos, mostrando como o nascimento é cercado de expectativa, mistério e religiosidade popular, especialmente ao citar símbolos como “manjedoura” e “novena”.
A letra segue acompanhando o crescimento, trazendo referências à cultura brasileira, como o “mito Rei Pelé” e o carnaval, e misturando essas imagens com questionamentos existenciais. O desejo de “ir para Pasárgada”, referência ao poema de Manuel Bandeira, representa a busca por um lugar ideal de felicidade, um sonho de transcendência diante da passagem do tempo. O refrão “Vou matar o tempo / E ser imortal” expressa o desejo de superar a mortalidade, mesmo reconhecendo que “a gente morre, a vida é passageira”. Por fim, a música fecha o ciclo ao abordar a continuidade entre gerações: “Renasce agora como avô, seu filho é pai”, mostrando que, apesar da finitude, há renovação constante. A parceria entre Nando Reis e Samuel Rosa resulta em uma canção que traduz de forma clara e sensível a experiência humana diante do tempo, da memória e do desejo de eternidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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