
Declaração de Amor
Nando Reis
O amor cotidiano e contraditório em “Declaração de Amor”
Em “Declaração de Amor”, Nando Reis propõe uma visão diferente do amor, afastando-se do romantismo idealizado. Logo no início, ele afirma: “o amor não vê nobreza / é tão vulgar, é qualquer um”, deixando claro que o sentimento não é exclusivo ou reservado a poucos, mas algo comum e acessível a todos. Essa abordagem desconstrói a ideia de que o amor é sempre nobre ou especial, mostrando que ele pode surgir em qualquer pessoa e situação, sem distinção.
A música também explora as contradições do amor. No verso “o amor não tem segredo, é violável como um violão”, Nando usa a imagem do violão para mostrar que o amor é vulnerável e pode ser facilmente exposto ou ferido. Ele aprofunda essa dualidade ao dizer: “morrer de amor é uma beleza, abandoná-lo é solidão”, refletindo sobre como o amor pode ser fonte de prazer intenso, mas também de sofrimento. O trecho “no amor a alma vive presa, condenada à ilusão” reforça a ideia de que o amor pode aprisionar e iludir, trazendo tanto encantamento quanto desilusão. O pedido “vem me dar seu amor / onde está esse amor no corpo inteiro?” revela uma busca intensa por conexão e entrega total, enquanto “vou pegar sua mão e jogar num incêndio” sugere o desejo de viver uma paixão intensa, mesmo que arriscada. Assim, a canção apresenta o amor como um sentimento contraditório, capaz de elevar e destruir, sempre marcado por incertezas, em sintonia com a sinceridade característica de Nando Reis.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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