
O Circo
Nara Leão
Reflexões sobre a vida e a infância em “O Circo”
A música “O Circo”, interpretada por Nara Leão, utiliza o universo do circo como uma metáfora para explorar as contradições e fragilidades humanas. Cada personagem do espetáculo representa sentimentos e experiências comuns a todos. O palhaço, por exemplo, "fez feliz a todo mundo / mas no fundo não sabia que em seu rosto coloria / todo encanto do sorriso que seu povo não sorria", mostrando a diferença entre a alegria que se mostra ao mundo e a tristeza que se sente por dentro, algo que muitas pessoas vivenciam no dia a dia.
O domador, descrito como alguém de "chicote e cara feia", simboliza a luta interna entre força e vulnerabilidade. O trecho "noutras feras se consome / seu amor indiferente, sua vida e sua fome" revela que, por trás da aparência de controle, existem desejos e carências não resolvidos. Já a bailarina, com "corpo de senhora" e "rosto de menina", representa a beleza passageira e a inevitabilidade do tempo, pois "a dança só termina quando a noite for embora". O refrão, repetido ao longo da música, reforça o ciclo da vida e a nostalgia da infância, especialmente no verso: "Morre o circo, renasce na lembrança / foi-se embora e eu ainda era criança". Assim, “O Circo” transforma o espetáculo em uma reflexão sobre a transitoriedade das experiências e a saudade dos momentos que marcam a nossa formação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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