
Odeon
Nara Leão
Memória e saudade no clássico “Odeon” de Nara Leão
A letra de “Odeon”, interpretada por Nara Leão e escrita por Vinícius de Moraes, é uma homenagem ao chorinho e à tradição musical brasileira, marcada por nostalgia e reflexão sobre o tempo. O título faz referência ao Cine Odeon, local onde Ernesto Nazareth, compositor da melodia original, costumava tocar piano. Esse contexto histórico é fundamental para entender a atmosfera de saudade presente na canção, especialmente no verso “Ai, quem me dera o meu chorinho tanto tempo abandonado”. Aqui, o chorinho representa um passado afetivo e uma época em que a música era vivida de forma mais intensa e coletiva, evocando memórias de um Rio de Janeiro antigo e de uma tradição que parece ter se perdido.
A música trabalha a dualidade entre alegria e tristeza, característica do chorinho, como se vê em “Que era lindo, era triste, era bom, igualzinho a um chorinho chamado Odeon”. Expressões como “meia-luz, meia-voz, meio tom” reforçam a ideia de algo delicado e quase intangível, que sobrevive apenas na lembrança. O verso “Já ninguém chora mais por ninguém” sugere uma crítica sutil à modernidade e à perda da sensibilidade coletiva. No final, o desejo de “transformar em realidade a poesia” e a constatação de que “ninguém sabe mais” como se dança esse chorinho reforçam o tom melancólico e a busca por uma conexão com o passado, tornando “Odeon” uma reflexão sobre memória, saudade e a fragilidade das tradições culturais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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