
Marinheira
Nara Leão
Imagens do cotidiano e o medo da perda em “Marinheira”
A música “Marinheira”, interpretada por Nara Leão, utiliza elementos do cotidiano ribeirinho para abordar sentimentos de perda, medo e desejo. A letra faz uso de imagens como o rio, a lua e a palmeira para transmitir insegurança diante do amor e o temor do abandono. A repetição da ideia de que “a água do rio vai te carregar” reforça a noção de que tudo é passageiro, inclusive as pessoas queridas, e destaca o fluxo inevitável da vida.
A narrativa da canção é marcada por uma melancolia sutil. O eu lírico observa a companheira à beira do rio, associando sua beleza à fragilidade e ao risco de perdê-la, seja para outros ou para o destino. O verso “Nunca matei passarinho / Esse é o meu segredo” revela uma delicadeza e uma culpa silenciosa, sugerindo o medo de ferir ou perder algo precioso. A aparição de uma “formosa senhora / De olhar estrangeiro” e a referência ao “Sete Estrelo” (constelação das Plêiades) ampliam o clima de mistério e ameaça, como se forças externas pudessem roubar o que há de mais valioso. O desfecho, com “mudaram o meu nome / cortaram minha veia”, simboliza uma transformação dolorosa e uma ruptura com a própria identidade, intensificando o sentimento de saudade e insegurança. A interpretação de Nara Leão potencializa essa atmosfera, tornando “Marinheira” uma reflexão sensível sobre o medo de perder o amor e as mudanças inevitáveis da vida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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