Essa Terra É Minha
Narubia Werreria
Resistência e identidade indígena em “Essa Terra É Minha”
Em “Essa Terra É Minha”, Narubia Werreria transforma versos como “vem devagar que essa terra é minha” e “fala de mansinho que essa voz é minha” em afirmações diretas de pertencimento e identidade. Inspirada pela fala de Thaline Karajá no The Voice Brasil, a artista faz da música um manifesto de resistência indígena, denunciando a invasão e a usurpação dos direitos dos povos originários. O trecho “A sua propriedade é uma invasão / A sua voz, uma usurpação / Sua presença virou violação” conecta a letra ao contexto histórico de expropriação das terras indígenas e à luta constante contra a apropriação cultural e territorial.
A canção utiliza imagens marcantes para mostrar as consequências da colonização e da imposição de valores externos. Em “Te devolvo o teu espelho refletindo a tua face / Eu cruzei teu mar vermelho / Sua fé é um massacre”, Narubia confronta o invasor com o reflexo de sua própria violência, associando a travessia do “mar vermelho” à resistência dos povos indígenas diante do massacre promovido pela fé e moral impostas. Ao dizer “Chega com respeito que esse corpo é meu / Todo meu”, a artista amplia a ideia de território para o corpo e a voz, exigindo respeito integral à existência indígena. Assim, a música se torna um grito de afirmação, denúncia e exigência de respeito, ecoando a luta por direitos, território e dignidade dos povos originários do Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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