
Povo da Periferia (Parte 2)
Ndee Naldinho
Crítica social e resistência em “Povo da Periferia (Parte 2)”
Em “Povo da Periferia (Parte 2)”, Ndee Naldinho faz uma crítica direta à corrupção institucionalizada, apontando os “ladrões de gravata” como os verdadeiros responsáveis pelo sofrimento nas periferias. A música vai além da denúncia da criminalidade comum e foca na negligência do Estado e na desigualdade social, reforçando a identidade coletiva dos moradores das comunidades ao repetir o refrão “o povo da periferia”.
A letra destaca a falta de acesso a direitos básicos, como em “O pobre e o pretinho não tem vaga na escola / Ter saúde e educação é muita sorte”, e evidencia o contraste entre a vida difícil nas periferias e o privilégio das classes altas: “Os boy por ai tão enchendo o rabo / Tão comendo a carne a gente só o osso”. Ndee Naldinho também critica a atuação do sistema de justiça, que “quer ter mais delegacia / Pra prender o povo da periferia”, mostrando como o Estado prefere reprimir do que investir em oportunidades, perpetuando a exclusão social.
A música aborda ainda as consequências emocionais e sociais dessa realidade, como o aumento da violência e o desespero das famílias, exemplificado pelo pai que “encheu a cara pra aliviar a dor” e pela “geladeira vazia”. Ao responsabilizar as elites e o Estado pela violência e opressão, Ndee Naldinho transforma “Povo da Periferia (Parte 2)” em um manifesto de resistência, dando voz à luta por justiça e dignidade de quem vive à margem.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Ndee Naldinho e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: