
Eu Não Sou Racista
Nego Max
Racismo estrutural e confronto em “Eu Não Sou Racista”
"Eu Não Sou Racista", de Nego Max, utiliza a inversão de papéis e argumentos comuns de quem nega o racismo para escancarar como o preconceito é naturalizado no dia a dia. Na primeira parte, o personagem branco afirma não ser racista, citando a presença de empregados negros em sua casa e justificando a demissão da babá por atraso. Esse discurso revela o racismo estrutural disfarçado de cordialidade e meritocracia. A inspiração na música "I'm Not Racist" de Joyner Lucas é clara, e Nego Max já relatou o peso emocional de interpretar o papel do branco, o que reforça o desconforto e a intensidade do confronto proposto pela música.
Na segunda parte, a perspectiva do personagem negro desmonta os argumentos anteriores, trazendo à tona as marcas da escravidão, a violência policial e a hipocrisia da elite branca. Ao dizer "Abolição aqui só aconteceu nos livro de história" e questionar a meritocracia diante de séculos de exclusão, Nego Max mostra como o racismo está enraizado nas estruturas sociais. O uso de dados como "No Brasil morre um preto a cada vinte e três minuto" e críticas à apropriação cultural e à seletividade da justiça tornam a letra um convite direto à reflexão e à responsabilização. Assim, a música vai além da denúncia, desafiando o ouvinte a reconhecer seus próprios preconceitos e a buscar mudanças reais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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