
Malunguinho: O Mensageiro de Três Mundos
Nêgo
Resistência e ancestralidade em “Malunguinho: O Mensageiro de Três Mundos”
A música “Malunguinho: O Mensageiro de Três Mundos”, de Nêgo, destaca a união entre resistência física e proteção espiritual, representada por Malunguinho, líder do Quilombo do Catucá e figura central nas tradições afro-indígenas. Ao afirmar “Eu sou caboclo da mata do catucá / Eu sou pavor contra a tirania”, a letra conecta a luta dos quilombolas à dimensão espiritual de Malunguinho, que se manifesta como Caboclo, Mestre e Exu/Trunqueiro. Essa multiplicidade mostra Malunguinho como mensageiro entre mundos e protetor dos oprimidos, reforçando seu papel fundamental tanto na história quanto na religiosidade afro-brasileira.
A canção traz elementos como “cachimbo, já foi facão amolado” e “o rei da mata que mata quem mata o Brasil”, que evidenciam a resistência ativa dos quilombolas, incluindo estratégias de defesa e enfrentamento à opressão. As referências à Jurema Sagrada e ao Catimbó ressaltam a ancestralidade e a ligação com a natureza, enquanto versos como “Eu tenho corpo fechado / Porque nunca ando só” expressam a proteção espiritual proporcionada por Malunguinho e seus guias. Dessa forma, a música celebra a força coletiva, a identidade afro-brasileira e a continuidade da luta por liberdade, unindo passado e presente em um canto de resistência e reverência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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