Sonho de Agrestina
Nem Walter
Violência e memória sertaneja em “Sonho de Agrestina”
Em “Sonho de Agrestina”, Nem Walter utiliza o encontro onírico com Agrestina para abordar temas como violência, impunidade e a preservação da cultura sertaneja. A cena em que Agrestina aparece no sonho, senta-se à beira da cama e relata sua morte violenta, vai além de um lamento pessoal: é uma denúncia clara sobre a realidade do sertão nordestino, onde a violência muitas vezes fica sem punição. O pedido de Agrestina para que "guarde meu chapéu de couro / De lembrança a Zé de Louro / Jacaréu e Manelzinho" reforça a ligação com a tradição dos vaqueiros, destacando a importância das práticas culturais como os aboios e vaquejadas para a identidade regional e para a memória coletiva.
A música ganha um tom ainda mais melancólico quando Agrestina descreve sua agonia e solidão diante da morte, especialmente nos versos: "o inimigo batia / E os outros com zombaria / E eu, pobre, não podia / Daquilo me defender". Essa passagem evidencia a impotência diante da violência e a falta de justiça, sentimento reforçado pelo apelo: "diga aos homens que meu sangue / É brasileiro também / Mas meu sangue está impune". A menção à Serra da Russa e à mancha de sangue deixada ali transforma o local em um símbolo de perda e injustiça. Ao final, Nem Walter transforma a dor em poesia, mantendo viva a memória de Agrestina, denunciando a injustiça e celebrando a cultura e a solidariedade sertaneja.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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