
Extraño
Nenhum de Nós
Deslocamento e melancolia em "Extraño" do Nenhum de Nós
O título em espanhol, "Extraño", já indica o tom de deslocamento e aproxima a música da cultura latino-americana, reforçada pela influência de artistas do Rio da Prata e pela participação do acordeonista Luiz Carlos Borges. Esse sentimento de estranhamento aparece repetidamente na letra, principalmente no uso constante da palavra "estranho" para expressar a dificuldade de pertencimento, seja em relação aos outros, a si mesmo ou ao mundo. Versos como “É estranho como eu perdi a fé” e “É estranho como olhar pra trás” mostram uma melancolia ligada à perda de sentido e à dificuldade de se conectar de verdade com as pessoas e com o próprio passado.
A música também fala sobre a brevidade dos momentos felizes e a persistência do esquecimento, como nos versos “Só que o prazer é tão curto / Só que esquecimento é tão longo”. Essa oposição reforça o tom introspectivo e triste, mostrando como as experiências boas parecem passageiras, enquanto o vazio e o distanciamento duram mais. Situações cotidianas, como “Perguntar o nome” e “Esquecer um nome”, ressaltam a fragilidade das relações humanas e tornam o sentimento de estranhamento algo universal. A simplicidade da canção, destacada na própria letra, facilita a identificação do ouvinte com esses sentimentos, fazendo de "Extraño" um retrato sensível da alienação e da busca por sentido nas pequenas coisas do dia a dia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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