
Polaroid
Nenhum de Nós
Tragédia e beleza efêmera em "Polaroid" do Nenhum de Nós
A música "Polaroid", do Nenhum de Nós, é fortemente influenciada pelo conto "A Mulher Mais Linda da Cidade", de Charles Bukowski. A personagem central do conto, marcada por uma beleza trágica e autodestrutiva, serve de inspiração direta para a letra. Isso se reflete em imagens de dor e fascínio, como nos versos: “E se cortou na cara / Vibrava como em um nirvana / E começou a correr” e “Depois disse que me amava / E se cortou outra vez / Sangrou, sangrou, sangrou / E sorria como louca”. A canção retrata uma mulher que oscila entre o encantamento e o sofrimento, sugerindo uma relação intensa, permeada por paixão e autodestruição, o que reforça o tom melancólico e introspectivo da música.
A escolha do título "Polaroid" funciona como metáfora para a tentativa de capturar um momento breve de beleza e loucura, como se a memória da mulher fosse uma fotografia instantânea de algo impossível de manter. O verso “Sua vida não era mais sua vida / Mas ela estava ok” destaca a alienação e a entrega da personagem, enquanto “Todo o seu corpo com espinhos / E a mim só sobraram moscas!” mostra o impacto destrutivo dessa relação: a mulher, envolta em sofrimento, deixa apenas lembranças dolorosas para quem a amou. A versão do Nenhum de Nós mantém o tom poético e sombrio da obra original, trazendo ao público brasileiro uma reflexão sobre a beleza passageira, a autodestruição e a dificuldade de lidar com sentimentos intensos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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