
Escravo de Saladeiro
Neto Fagundes
A denúncia histórica em “Escravo de Saladeiro” de Neto Fagundes
A música “Escravo de Saladeiro”, de Neto Fagundes, expõe de forma direta a desumanização dos negros escravizados nas charqueadas do Rio Grande do Sul. A letra faz uma analogia clara entre o sofrimento dos trabalhadores e o dos animais abatidos, como nos versos “sangrando o mesmo que o boi” e “a faca que mata a vaca... tudo é teu negro também”. Esses trechos evidenciam como o sistema de produção de charque tratava os escravizados com a mesma brutalidade e indiferença reservadas ao gado, mostrando que a exploração era tanto física quanto psicológica, marcada por violência e humilhação.
O contexto histórico das charqueadas é fundamental para entender a canção. O trabalho escravo foi essencial para a economia gaúcha, e isso aparece em versos como “O teu braço de aço escuro sustentou o meu estado”, reconhecendo a dívida social e histórica do Rio Grande do Sul com os negros escravizados. No final, a música propõe uma reflexão sobre igualdade e reparação: “Já é hora negro forte que os homens se dêem as mãos / E se ouça de sul a norte que somos todos irmãos”. Assim, “Escravo de Saladeiro” vai além da denúncia, funcionando como um chamado à consciência coletiva sobre as marcas da escravidão e a necessidade de construir uma sociedade mais justa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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