
O Tempo Não Pára
Ney Matogrosso
Crítica social e resistência em “O Tempo Não Pára”
Em “O Tempo Não Pára”, Ney Matogrosso interpreta uma das letras mais marcantes de Cazuza, que faz uma crítica direta à elite e à hipocrisia social do Brasil dos anos 1980. O verso “A tua piscina tá cheia de ratos” expõe a corrupção e a degradação moral que o artista enxergava no país. Já “Tuas ideias não correspondem aos fatos” evidencia o distanciamento entre o discurso e a realidade, especialmente em relação à mídia e à sociedade que julgavam Cazuza após seu diagnóstico de HIV. O tom agressivo da letra quase fez com que a música fosse excluída do show, mas Ney Matogrosso defendeu sua inclusão como um ato de liberdade artística, transformando a canção em um manifesto contra o preconceito e a exploração midiática.
A repetição do refrão “O tempo não pára” serve como um lembrete da passagem inevitável do tempo e da efemeridade da vida, mas também critica a estagnação social. O trecho “Eu vejo o futuro repetir o passado / Eu vejo um museu de grandes novidades” ironiza a falta de progresso real no país. Ao se definir como “um cara cansado de correr na direção contrária”, Cazuza revela o cansaço de lutar contra o sistema, mas também sua resistência, como mostra “ainda estão rolando os dados”. A música mistura indignação, resistência e um olhar lúcido sobre o Brasil e sobre si mesmo, consolidando-se como um símbolo de contestação e autenticidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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