
Calúnias (Telma, Eu Não Sou Gay)
Ney Matogrosso
Ironia e crítica social em “Calúnias (Telma, Eu Não Sou Gay)”
“Calúnias (Telma, Eu Não Sou Gay)”, de Ney Matogrosso, utiliza a ironia para abordar os boatos e preconceitos sobre a sexualidade do narrador. A letra exagera a negação dos rumores, transformando o tema em uma sátira das pressões sociais da época. O refrão repetitivo — “Telma, eu não sou gay / O que falam de mim são calúnias” — evidencia o absurdo de precisar justificar a própria identidade diante de fofocas. Trechos como “Eu deixei aquela vida de lado / E não sou mais um transviado” e “Não é meu esse baby doll” brincam com estereótipos, reforçando o tom de paródia e humor.
A música foi criada inicialmente como uma brincadeira para Agnaldo Timóteo, mas acabou sendo gravada por Ney Matogrosso a pedido da gravadora. Esse contexto adiciona uma crítica à indústria musical e à hipocrisia social. A letra faz uso de duplos sentidos e ironias, como em “Esses rapazes são apenas meus amigos / Agora eu sou somente seu”, mostrando que a negação serve para expor o preconceito e a vigilância sobre a vida privada. O próprio desconforto de Ney Matogrosso com a faixa, já que não condizia com sua postura artística e sua relação aberta com a sexualidade, reforça o caráter provocativo da música. Apesar do tom leve, a canção revela as tensões entre autenticidade pessoal e as expectativas impostas pela sociedade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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