
Mal Necessário
Ney Matogrosso
Contradições e identidade em “Mal Necessário” de Ney Matogrosso
A música “Mal Necessário”, interpretada por Ney Matogrosso, explora a complexidade da identidade humana ao mostrar como opostos coexistem em cada pessoa. A letra “Sou um homem, sou um bicho, sou uma mulher / Sou a mesa e as cadeiras desse cabaré” destaca essa multiplicidade, indicando que o ser humano pode assumir diferentes papéis e reunir dentro de si tanto o racional quanto o instintivo, o masculino e o feminino, o objeto e o sujeito. Segundo o compositor Mauro Kwitko, a intenção era justamente abordar essa fluidez, mostrando que a existência é feita de contradições e que não existe uma identidade única ou fixa.
A canção também fala sobre a dualidade dos sentimentos, especialmente no amor, que pode ser ao mesmo tempo desejado e temido. Trechos como “a febre que lhe queima, mas você não deixa” e “o seu amor profundo” mostram como emoções intensas trazem tanto conforto quanto tormento. A repetição de cenários como “nos bares, nas camas, nos lares, na lama” reforça que essas contradições fazem parte do cotidiano, do prazer à decadência, do íntimo ao público. Ao afirmar “sou o certo, sou o errado, sou o que divide / O que não tem duas partes, na verdade, existe”, a música sugere que aceitar essas ambiguidades é fundamental para compreender a própria essência humana.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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