
Napoleão
Ney Matogrosso
Reflexão sobre anonimato e poder em “Napoleão” de Ney Matogrosso
Em “Napoleão”, Ney Matogrosso utiliza um tom leve e irônico para questionar a forma como a história exalta líderes como Napoleão Bonaparte, enquanto ignora os indivíduos que compõem seus exércitos. A repetição quase infantil do nome do líder e de seus cem soldados destaca a diferença entre a fama do comandante e o anonimato dos que realmente enfrentam as batalhas. A letra evidencia essa crítica ao perguntar: “Mas quem é que sabe o nome desses cem soldados?”, mostrando como a memória coletiva costuma valorizar apenas o líder, apagando a identidade dos demais.
O verso “Um morreu de frente o outro morreu de lado... cada qual mais diferente” reforça que, apesar de serem vistos como um grupo homogêneo, cada soldado tem sua própria história e destino. A música também provoca o ouvinte a questionar a veracidade das narrativas históricas, como no trecho: “E quem sabe me dizer se eram cem soldados? Eu quero ver pra acreditar”. Essa dúvida sugere uma crítica à manipulação das versões oficiais e à falta de questionamento sobre o que é contado. Lançada em um contexto de autoritarismo no Brasil, a canção ganha ainda mais força como reflexão sobre poder, anonimato e a importância de lembrar daqueles que ficam à margem da história.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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