
Vira-lata de Raça
Ney Matogrosso
Identidade e resistência em "Vira-lata de Raça" de Ney Matogrosso
"Vira-lata de Raça", de Ney Matogrosso, aborda de forma direta e irônica a luta por identidade e dignidade de quem vive à margem. O verso “Eu sou só um bicho carente de carinho” revela uma vulnerabilidade sincera, enquanto a expressão “vira-lata de raça” mistura orgulho e exclusão, mostrando alguém que, mesmo sem status ou reconhecimento, mantém sua própria dignidade. A música alterna entre momentos de fragilidade e força, como nos versos “Ou choro sozinho num canto na hora do espanto / Ou banco o palhaço e faço estardalhaço”, ilustrando como a resposta à dor pode ser tanto o isolamento quanto a irreverência.
As menções a Marlon Brando e James Dean reforçam a identificação com figuras rebeldes e sensíveis, ícones de uma masculinidade que desafia padrões. O trecho “Não faço papel de santo nem pra minha família / Não posso ser outra coisa se não James Dean” destaca a recusa em se encaixar em expectativas alheias, preferindo assumir suas próprias contradições. O refrão “Minha dor não dói, sou marginal, sou herói” resume essa dualidade: a dor é internalizada, mas a postura diante do mundo é de resistência e, por vezes, de salvação, como em “Eu salvo sua vida quando você se suicida”. A autenticidade de Ney Matogrosso transforma o "vira-lata" em símbolo de liberdade e autoaceitação, tema que também inspirou o título de sua autobiografia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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