
Noite Severina
Ney Matogrosso
Sensualidade e mistério na noite de “Noite Severina”
Em “Noite Severina”, Ney Matogrosso transforma a noite em uma figura quase humana, chamada de Severina, que se faz presente de maneira íntima e sensorial. O verso “lençol que te tateia a pele fina” destaca como a noite toca suavemente, criando uma atmosfera de desejo e proximidade silenciosa. Essa escolha de personificação traz à tona uma sensualidade sutil, onde o ambiente noturno se mistura ao contato quase imperceptível, gerando uma tensão entre o que está presente e o que está ausente.
A menção a “suassuna noite” conecta a canção à cultura nordestina e ao universo de Ariano Suassuna, ampliando o significado da noite para além do cenário físico. Aqui, a noite se torna símbolo de identidade cultural, espera e observação. A letra trabalha a dualidade entre luz e escuridão, desejo e distância, como nos versos “Eu respiro seu desejo / Chama no pavio da lamparina” e “Ali tão sempre perto e não me vendo”. O jogo entre ver e não ver, tocar e não tocar, reforça a ideia de que a noite pode ser companhia e ausência ao mesmo tempo, e que o desejo pode ser intenso mesmo sem se realizar. Na última estrofe, a noite é comparada a uma “tocaia de animal que acompanha sua presa”, sugerindo fascínio e submissão ao mistério noturno, enquanto o dia ameaça romper esse encanto.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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