
Duas Nuvens
Ney Matogrosso
Saudade e transformação em "Duas Nuvens" de Ney Matogrosso
Em "Duas Nuvens", Ney Matogrosso explora a saudade e a perda usando imagens naturais para transmitir a intensidade e a transitoriedade dos sentimentos após o fim de um relacionamento. A metáfora dos "olhos – duas nuvens a voar sobre os céus" sugere que emoções profundas podem ser belas, mas passageiras, assim como nuvens que cruzam o céu. Outros trechos, como "lágrimas que se tornam cristais de geada no lençol" e "gotas de um orvalho que evapora", reforçam a ideia de que a dor é inevitável, mas se dissipa com o tempo, tal qual a geada derrete ao sol.
A canção, fruto da parceria de Ney Matogrosso com compositores portugueses, traz uma atmosfera próxima do fado, gênero marcado por temas como saudade e destino. Isso aparece na letra ao mencionar um amor que "pôs o pé na estrada" e um coração que "anda à boleia de desejos, mistérios e búzios". A referência aos búzios aponta para a busca de respostas no misticismo, enquanto a repetição da imagem das nuvens no refrão amplia a sensação de dissolução das identidades dos amantes. Ao dizer "eu que sou chuva, que sou vento, que sou rio, que sou mar", a música mostra como a separação transforma quem sente, diluindo a individualidade e tornando a experiência da perda algo universal.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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