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Liberdade e desejo em "A Maçã" de Ney Matogrosso

"A Maçã", interpretada por Ney Matogrosso, aborda a liberdade afetiva e a recusa do ciúme como forma de amor. A letra destaca isso ao afirmar: “Amor só dura em liberdade / O ciúme é só vaidade”, deixando claro que o amor verdadeiro não pode existir sob controle ou possessividade. A maçã, símbolo clássico do desejo e da tentação, é usada para questionar a exclusividade nos relacionamentos: “Porque quem gosta de maçã / Irá gostar de todas / Porque todas são iguais”. Esse trecho sugere que o desejo é algo natural e universal, e também faz referência ao pensamento de Aleister Crowley, que defendia a busca pela verdadeira vontade e a rejeição de regras morais impostas pela sociedade.

A música também discute a tensão entre o desejo de posse e o respeito à individualidade do outro. Quando a letra diz: “Sofro mas eu vou te libertar / O que é que eu quero se eu te privo / Do que eu mais venero / Que é a beleza de deitar”, reconhece a dor do desapego, mas valoriza a liberdade como condição essencial para o amor. Ney Matogrosso, ao regravar a canção, reforça essa mensagem ao unir romantismo e irreverência, ampliando o debate sobre relações livres de amarras e preconceitos. Assim, "A Maçã" se destaca como um manifesto pela autonomia nos relacionamentos, rejeitando padrões tradicionais e celebrando o amor plural e livre.

Composição: Raul Seixas, Paulo Coelho, Marcelo Ramos Motta. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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