
Álcool (Bolero Filosófico)
Ney Matogrosso
Contradições urbanas e existenciais em “Álcool (Bolero Filosófico)”
“Álcool (Bolero Filosófico)”, interpretada por Ney Matogrosso, explora o contraste entre a energia aparente da cidade e o vazio existencial de quem a observa. No verso “À noite, miro a cidade lépida / Glorificada em edifícios sólidos”, a letra faz uma crítica à urbanidade moderna, mostrando como a imponência das construções esconde a fragilidade dos desejos humanos, chamados de “sórdidos”. Essa escolha de palavras revela um olhar desencantado sobre a busca por sentido em meio à rotina e ao concreto das grandes cidades.
O título da música já sugere a mistura entre o bolero, ritmo carregado de emoção, e uma reflexão filosófica sobre a vida. A letra mostra que, mesmo em um “alegre trópico” como o Brasil, o tédio e a desilusão podem dominar, levando o indivíduo a buscar no álcool uma fuga temporária, especialmente durante o carnaval, símbolo da celebração coletiva. O álcool, aqui, é mais do que uma substância: é uma metáfora para o desejo de anestesiar pensamentos “mórbidos” e para a dificuldade de encontrar uma verdadeira transformação, como aparece em “a redenção pela metamorfose / Do iconoclasta para o tipo nobre”. A interpretação intensa de Ney Matogrosso reforça essa tensão entre festa e melancolia, tornando a canção um retrato sensível das contradições da vida urbana.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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