
Jardins da Babilônia
Ney Matogrosso
Liberdade e resistência em "Jardins da Babilônia" de Ney Matogrosso
Em "Jardins da Babilônia", Ney Matogrosso interpreta uma composição de Rita Lee que utiliza a imagem dos lendários jardins suspensos como metáfora para criticar padrões sociais e a busca por status. A ideia de paraíso inalcançável ou retirado, sugerida pela expressão "jardins suspensos", aponta para um luxo distante, reforçando a ironia sobre o desejo de ascensão social. Rita Lee, ao criar essa metáfora, questiona valores impostos e Ney, com sua postura provocadora e figurinos ousados, amplia esse tom de desafio às convenções.
A frase "Resolvi botar as asas pra fora" mostra uma atitude ativa diante da opressão, refletindo a recusa dos artistas em se submeterem a expectativas externas. O refrão "Quem pode, pode, deixa os acomodados que se incomodem" traz um manifesto de liberdade individual e inconformismo, típico do rock brasileiro dos anos 1970. A letra também subverte ditados populares, como em "Quem não chora dali, não mama daqui", sugerindo que é preciso se impor para conquistar espaço. A repetição de "Minha saúde não é de ferro, não / Mas meus nervos são de aço" destaca a resistência emocional diante das adversidades. Versos como "Pra pedir silêncio eu berro / Pra fazer barulho eu mesmo faço" ironizam a necessidade de se fazer ouvir em meio ao caos. Ney Matogrosso, ao dar voz à canção, reforça a mensagem de autenticidade e coragem, conectando a letra à sua trajetória de transgressão artística e pessoal.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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