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Vingança (part. Ne Jah)

NGA

Orgulho e resistência em "Vingança (part. Ne Jah)" de NGA

Em "Vingança (part. Ne Jah)", NGA assume uma postura firme contra a pressão de assimilação cultural enfrentada por imigrantes africanos em Portugal. Ao recusar "engolir o sotaque" para ser aceito, ele valoriza suas raízes africanas e rejeita a ideia de abandonar sua identidade para se encaixar em padrões impostos. A menção a colaborações com Bonga e Lura, nomes importantes da música angolana e cabo-verdiana, reforça esse vínculo com a cultura de origem e critica quem abre mão de sua autenticidade. O verso “Não faço parte dos brown sugars que engoliram o sotaque pra terem aceitação na tuga” deixa claro esse compromisso, enquanto a referência a "Madybas, Manjucos e WilSoldiers" conecta sua trajetória à resistência histórica e à luta coletiva do gueto.

A música também traz uma crítica direta a quem julga sem conhecer a realidade das periferias, mostrando a distância entre diferentes contextos sociais. NGA destaca que seu sucesso veio do esforço e da atitude, não de privilégios, como mostra o verso “Filho das Ruas pra virar King precisou de Atitude!”. O refrão em crioulo, cantado por Ne Jah, reforça a luta diária e a sobrevivência: “Ki oia familia ta luta pa poku podi ten / Ma foi na ghetto, foi na rua”. A repetição de “foi na ghetto” serve como um lembrete das origens humildes e da força necessária para superar adversidades, transformando a música em um símbolo de resistência e orgulho para quem enfrenta desafios semelhantes.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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