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Letra

    Nas senzalas, o mesmo grito
    Nas gandaias, o mesmo risco
    Nas baganas, o mesmo vício
    Nas cabanas, a mesma solidão

    Na cidade, os pelourinhos
    Na maldade, os descaminhos
    Na bondade, milhões de espinhos
    Na verdade, a mesma escravidão

    Olha o preto e o branco, aflitos
    E o bagaço de cana no litro
    Faz a farra

    Tem chicote na feira, chibata
    Jerimum, capoeira, escapará
    Das amarras

    Na semana, se despenteia
    No domingo, maracaneia
    E os amigos, sugam-lhe as veias
    E as mulheres arranjam confusão

    O futuro a Deus pertence
    No escuro, resumo a prece
    Que a verdade, se desconhece
    Quem mais erra, mais se enche de razão

    Olha o preto e o branco, aflitos
    E o bagaço de cana no litro
    Faz a farra

    Tem chicote na feira, chibata
    Jerimum, capoeira, escapará
    Das amarras

    Na semana, nas baganas
    No domingo, nas gandaias
    Nas senzalas, nos amigos

    Composição: Cecilio Nena, Niceas Drumont. Essa informação está errada? Nos avise.

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