
Olhando Belém
Nilson Chaves
Identidade amazônica e contraste cultural em “Olhando Belém”
"Olhando Belém", de Nilson Chaves, explora a convivência entre tradição e modernidade na Amazônia. A imagem do curumim observando um Boeing representa o encontro entre o universo indígena e a tecnologia, mostrando como diferentes tempos e culturas coexistem na região. O narrador se descreve como “um curupira de gravata e sapatos”, misturando elementos do folclore amazônico com a vida urbana, o que reforça a ideia de uma identidade múltipla e híbrida, típica de quem vive em Belém.
A letra valoriza a diversidade étnica e cultural ao afirmar: “É branco, é negro, é índio”. A presença de figuras como caipora e curupira, protetores míticos da floresta, destaca a ligação com as raízes indígenas e a natureza, mesmo diante da urbanização crescente. Ao mencionar Fernando Pessoa e dizer que “os rios da minha aldeia são maiores do que os de Fernando Pessoa”, o narrador exalta a grandiosidade dos rios amazônicos e valoriza sua terra natal em relação a referências estrangeiras.
Nos versos finais, a música adota um tom reflexivo ao questionar se o Brasil realmente conhece a Amazônia, expressando preocupação com o reconhecimento e a valorização da região pelo restante do país. "Olhando Belém" transmite orgulho e inquietação, equilibrando esperança e crítica social ao sugerir que é possível “viver numa boa” se houver respeito e integração entre as diferentes culturas e realidades amazônicas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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