
Tum-tá-tá
Nilson Chaves
Cotidiano e resistência amazônica em “Tum-tá-tá” de Nilson Chaves
A música “Tum-tá-tá”, de Nilson Chaves, retrata o cotidiano amazônico ao unir elementos da cultura local, cenas do dia a dia e referências míticas. A letra mistura figuras como a “mãe d’água” com situações sociais reais, como o “pau-de-arara” e o “caboquinho emprenhou”, criando um panorama complexo da vida na região. Expressões regionais e imagens como “rãs e sapos no quintal vazio” e “chuvas finas na beira do rio” transportam o ouvinte para o ambiente amazônico, reforçando a ligação entre natureza, cultura e identidade.
A canção também traz um clima de mistério e tensão, especialmente em versos como “um tiro longe, quem fere prás bandas lá da mucajá?” e “tum-tá-tá morto, matado na noite preta”. Esses trechos podem ser entendidos tanto como relatos de violência e insegurança em áreas rurais e ribeirinhas quanto como metáforas para perdas e despedidas. O “tum-tá-tá” do título e do refrão sugere o som de tiros ou batidas noturnas, reforçando essa ambiguidade entre o cotidiano e o perigo. Ao mesmo tempo, a música valoriza a força das mulheres amazônicas, como em “preta tu não 'tem' medo, tu não 'tem' guia manicoré”, destacando coragem diante das adversidades. Assim, “Tum-tá-tá” constrói um retrato sensível e multifacetado da vida na Amazônia, celebrando sua riqueza e complexidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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