
Guarânia da Lua Nova
Nilton César
Saudade e esperança em "Guarânia da Lua Nova" de Nilton César
"Guarânia da Lua Nova", de Nilton César, aborda a saudade como uma presença constante e incômoda, quase como um personagem que se recusa a ir embora. O trecho “bichinha danada que em mim fez morada e não quer se mudar” mostra como esse sentimento se instala de forma persistente, trazendo um tom melancólico à canção. A escolha da expressão “jiló verdinho” para descrever o gosto da saudade reforça essa ideia: o jiló, conhecido pelo sabor amargo, simboliza o sofrimento contínuo, enquanto a “Lua nova do penar” une a ideia de recomeço, associada ao ciclo lunar, ao ciclo interminável da dor emocional.
A letra gira em torno da espera e do desejo de reconciliação. O tempo, geralmente visto como um remédio para as dores do coração, aqui é retratado como ineficaz diante da intensidade do sentimento: “Será que o tempo não tem tempo de secar meus olhos tristes de chorar”. O medo de não ser perdoado aparece em “meu medo é não saber se ela tem no peito a Lua nova do perdão”, revelando a insegurança e a esperança do narrador por um recomeço. O uso da guarânia, gênero musical paraguaio marcado pela suavidade e lirismo, reforça a atmosfera nostálgica e delicada, típica das canções românticas brasileiras dos anos 1960 e 1970, época em que Nilton César se destacou.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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