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Na Cruz de um Ginete

Nilton Ferreira

Letra

    Ali perto do rodeio
    Lá no fundão da invernada
    Descansa um velho ginete
    Ao pé de uma cruz cravada
    Dorme ali no sono eterno
    Um domador entonado
    Que inventou de medir forças
    Com o famoso aporreado

    Dormi ali no sono eterno
    Um domador entonado
    Na cruz plantada no chão
    Não consta nome nem data
    Só uma fita cintilante com
    Falsos brilhos de prata
    Num braço da cruz reiuna
    Se avista um rancho campeiro
    A única casa que teve
    Que ganhou de um João barreiro.

    Nem no dia de finados
    lembra este canto bagual,
    Só o gado reza por ele
    Reunido em missa campal
    E um touro osco é o solista
    Deste crioulo no coral

    Nas noites quietas de inverno
    Que nem o vento assovia
    Se vê um Taura gineteando
    No lombo da Sesmarias
    Quando o matungo tropica
    Ali perto do rodeio
    Dizem que sua alma gineta, levanta o o pingo no freio

    O maula hoje pilungo
    Que lhe arrebentou a espinha
    Relincha na tumba dele
    E cheira a cruz a tardinha
    Quando o silêncio se ajoelha
    Na cruz solita no campo
    A noite vira velório
    Com os círios dos pirilancos


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