
O Tempo de Meu Pai
Nilton Ferreira
Relações familiares e memória em “O Tempo de Meu Pai”
"O Tempo de Meu Pai", de Nilton Ferreira, aborda de forma direta e sensível o impacto da perda de memória causada pelo envelhecimento, especialmente em doenças como o Alzheimer, dentro do contexto rural gaúcho. A música utiliza elementos do cotidiano, como o laço, as encilhas e o chimarrão, para mostrar como a identidade do pai se desfaz junto com suas lembranças. O verso “Não reconhece o seu laço / Nem tampouco suas encilhas / Já não ceva mais seu mate” evidencia a desconexão entre o passado ativo e o presente marcado pelo esquecimento, ressaltando que a perda vai além das memórias, atingindo a própria essência de quem se é e do lugar a que se pertence.
A relação entre pai e filho é central na canção, marcada por afeto, respeito e gratidão. O filho, agora cuidador, retribui o cuidado recebido na infância: “Hoje te cuido com zelo / O mesmo que me cuidaste”. A letra também destaca a continuidade dos valores familiares, como em “Vou copiar teu afeto / E dar igual ao meu filho / E ele no mesmo trilho / Vai dar exemplo ao meu neto”, mostrando a esperança de que o legado afetivo e cultural se perpetue. Reconhecida em um importante festival nativista, a música reforça a valorização da cultura gaúcha e da memória coletiva, ao mesmo tempo em que trata da fragilidade humana diante do tempo. Assim, a canção celebra a presença e a sabedoria do pai, mesmo quando a memória falha, e valoriza o legado transmitido entre gerações.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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