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Surungo de Rancho

Nilton Ferreira

Letra

    É fim de lida da peonada da fazenda
    A cavalhada sai pastando pela grama
    O sol, em brasa, aninhou-se no horizonte
    E o candieiro, encabulado, acende a chama
    A Dona Chica arreda os bancos da varanda
    A gaita velha sai berrando de uma mala
    O Setembrino passa a mão na Filisbina
    Saíram que nem resina, grudaditos pela sala

    Não há surungo que suplante, nestas bandas
    O arrasta-pé bem gaúcho tem valor
    As querendonas ficam saltando da caixa
    Indiada criada guaxa se embriagando de amor

    Um peão arisco fica espiando da janela
    E grela o olho, do tamanho de uma ameixa
    A Carmelina diz pra o Juca: Te dou um beijo
    Se tu prometes que, depois, tu não me deixa
    A noite esquenta só na área de contato
    Mesmo com a força do compasso da vaneira
    E os encalhados, já sem brasa de ternura
    Vão procurando quentura no calor de uma lareira

    Não há surungo que suplante, nestas bandas

    A sala cheia, se dança até na cozinha
    Bem grudadinho, se dança no corredor
    Sempre tenteando que a claridade escasseie
    Pois o escurinho protege o galanteador
    Fim de semana, minh'alma sempre se agranda
    Carteio a sina nestes surungos de rancho
    Sou fandangueiro, pois assim a sorte ajuda
    E nem o tempo não muda quem nasceu para o farrancho

    Não há surungo que suplante, nestas bandas


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