
quem sou eu?
Nle Dopre
Identidade e exclusão racial em "quem sou eu?" de Nle Dopre
Em "quem sou eu?", Nle Dopre expõe de forma clara o conflito de identidade vivido por pessoas que não se encaixam nas categorias raciais tradicionais. O verso “Branco demais pra ser preto, mas preto o suficiente pra ser enquadrado” mostra o sentimento de não pertencimento e o impacto dos estereótipos sociais. O artista revela como é ser julgado tanto pela aparência quanto por preconceitos, reforçando essa crítica no trecho “nosso cabelo é bom pra trança, não pra trampo”, onde denuncia a exclusão de pessoas negras do mercado de trabalho devido a traços físicos.
A música também destaca as consequências emocionais desse contexto. Em “Vícios, problemas, crises de ansiedade / Nem você se denomina sua própria prioridade”, Dopre fala sobre o peso psicológico de viver sob constante julgamento e insegurança, além de abordar a solidão. Ao dizer “a noite é muito mais escura perto do amanhecer”, ele sugere que os momentos mais difíceis podem anteceder mudanças ou superações, trazendo uma mensagem de resiliência. Com um tom crítico e reflexivo, a letra faz um retrato honesto das dificuldades de afirmação e aceitação em uma sociedade brasileira marcada pelo racismo e pela exclusão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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