
Boi Preto
Noel Guarany
A luta e a solidão em “Boi Preto” de Noel Guarany
Em “Boi Preto”, Noel Guarany utiliza a figura do boi como símbolo de resistência e astúcia, destacando sua luta pela sobrevivência durante o rodeio. Termos regionais como “matreiro” e “ligeiro que nem um leão” reforçam a ligação da música com a cultura gaúcha, enquanto expressões como “cochilha” (colina) e “indiana” (grupo de peões) situam a narrativa no universo tradicionalista do Rio Grande do Sul, elemento central na obra do artista.
A letra descreve o confronto entre o boi preto e os peões, ressaltando tanto a beleza quanto a tensão do momento: “Coisa linda de se ver, bem no alto da cochilha / A indiada toda de branco e potranca doradilha”. Apesar de toda sua força e esperteza, o boi acaba capturado e sangrado, o que leva à reflexão sobre a inevitabilidade do fim, mesmo para os mais valentes. No trecho final, “Quando eu vi ele caindo, somente para morrer / Pensei e olhei nas cochilhas, e não vi e ninguém vai ver / Quis estar aqui neste mundo um que tenha bem-querer”, a música sugere uma crítica à falta de compaixão e à solidão diante da morte. Assim, “Boi Preto” ultrapassa o contexto rural e aborda temas universais como luta, perda e ausência de afeto, tornando-se uma reflexão sobre a condição humana.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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