
Romance do Batará
Noel Guarany
Tradição e identidade gaúcha em “Romance do Batará”
Em “Romance do Batará”, Noel Guarany utiliza o batará, uma ave típica do sul da América do Sul, como símbolo da ligação com a fauna local e com o universo do pampa. O artista, reconhecido por valorizar as tradições missioneiras e a cultura guarani, transforma o Batará em uma metáfora para a liberdade, bravura e rusticidade do gaúcho. Ao narrar o nascimento do Batará “de uma galinha baguala / que chocou ao Deus dará”, Guarany destaca uma origem simples, selvagem e independente, reforçando o tom nostálgico e afetivo da canção.
A música acompanha o crescimento e as aventuras do Batará, comparando-o a um “piazito arteiro” e ressaltando sua postura “monarca” desde cedo, o que evidencia tanto a imponência do animal quanto a admiração do narrador. As referências às noites frias e silenciosas do pampa e ao canto do Batará na “timbaúva no oitão” reforçam o vínculo afetivo e a saudade de tempos passados, elementos marcantes no regionalismo de Guarany. O percurso do Batará por “fronteiras”, “pulperias” e “rinhedeiros” remete à vida errante e às lutas do gaúcho, enquanto as metáforas de peleia e bravura, como “cada puaço murrudo / que meu Batará atirava”, ampliam o sentido de resistência e coragem. O final, marcado pela solidão e pela lembrança do canto do Batará, expressa a saudade e o apego às raízes, sentimentos centrais na obra de Noel Guarany.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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