
Mulher Indigesta
Noel Rosa
Humor ácido e crítica social em "Mulher Indigesta" de Noel Rosa
"Mulher Indigesta", de Noel Rosa, utiliza humor ácido e ironia para retratar uma mulher vista como "difícil" ou "incômoda" pelo narrador. No entanto, o contexto histórico da década de 1930 revela que esse tom serve para reforçar ideias machistas e violentas, comuns à época. Expressões como “merece um tijolo na testa” e “entrar no açoite” são exemplos claros de apologia à violência contra a mulher, refletindo o patriarcado dominante, mesmo em um período de avanços femininos, como a conquista do direito ao voto.
A letra também constrói a imagem da mulher como manipuladora e interesseira, ao afirmar que ela “toma dinheiro, é até chantagista” e “arrancou-me três dentes de platina e foi logo vender no dentista”. Essas acusações reforçam estereótipos negativos e servem para justificar a violência sugerida nos versos anteriores. Apesar do tom coloquial e bem-humorado, a música perpetua ideias que hoje são amplamente criticadas por promoverem a violência de gênero. O debate atual sobre "Mulher Indigesta" destaca a importância de contextualizar obras antigas, reconhecendo seu valor histórico, mas também a necessidade de questionar e superar conteúdos que incentivam preconceitos e agressões.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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