
Tarzan (o filho do alfaiate)
Noel Rosa
Humor e crítica à masculinidade em “Tarzan (o filho do alfaiate)”
“Tarzan (o filho do alfaiate)”, de Noel Rosa, faz uma sátira bem-humorada à masculinidade e à busca por uma aparência forte, inspirada pelo sucesso dos filmes de Tarzan nos anos 1930. A letra ironiza a moda dos paletós com enchimentos, que davam aos homens magros a ilusão de músculos. O narrador admite que seus músculos vêm apenas do “clássico cabide” e da “armadura de casimira dura”, deixando claro que sua força é só aparência. Ele reforça essa ideia ao dizer que nunca praticou esportes e que seu “parceiro é o travesseiro”, mostrando autodepreciação e o contraste entre imagem e realidade.
Noel Rosa também brinca com o estereótipo do herói forte e destemido. O personagem da música gosta da fama, posa para fotógrafos e distribui autógrafos, mas confessa que não entende nada de lutas e que seu alfaiate “não faz roupa pra brigar”. A menção ao argentino que o chama de “Tarzan” em Copacabana destaca o efeito cômico da ilusão criada pela roupa. Quando sua verdadeira forma é revelada e o contrato é rasgado, a fragilidade por trás da fachada fica evidente. Assim, Noel Rosa usa o contexto cultural e a moda da época para criticar, com leveza, a superficialidade das aparências e a pressão social sobre o que é ser homem.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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