
Fita Amarela
Noel Rosa
Humor e crítica social em "Fita Amarela" de Noel Rosa
"Fita Amarela", de Noel Rosa, se destaca pelo tom irreverente ao tratar da morte. Logo no início, o narrador expressa o desejo de um funeral alegre, pedindo "uma fita amarela gravada com o nome dela" e que "a mulata sapateasse no meu caixão". Com isso, Noel subverte a tradição do luto, transformando a morte em motivo de festa. Esse humor serve como uma forma de enfrentar a própria finitude, algo que tem relação direta com a experiência pessoal do compositor, que conviveu com a tuberculose e a proximidade da morte.
A música também faz uma crítica à hipocrisia social. O verso "os meus inimigos que hoje falam mal de mim vão dizer que nunca viram uma pessoa tão boa assim" ironiza como a morte costuma mudar a imagem dos falecidos, independentemente de suas atitudes em vida. O trecho "eu vivi devendo a todos, mas não paguei ninguém" reforça o tom bem-humorado e autodepreciativo, mostrando um personagem que encara suas falhas com leveza. No final, ao dizer estar "contente, consolado por saber que as morenas tão formosas a terra um dia há de comer", Noel encerra a canção com uma piada sobre a igualdade da morte, mantendo o espírito descontraído e satírico que marca toda a letra.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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