6 de Outubro de 2025, às 11:39
O Tribunal Federal de Manhattan, em Nova York, sentenciou nesta sexta-feira (3) o magnata da música Sean “Diddy” Combs a 50 meses de prisão, o equivalente a quatro anos e dois meses.
O rapper, preso desde setembro de 2024, também deverá pagar uma multa de US$ 500 mil, o valor máximo permitido pela Corte.
A decisão foi proferida pelo juiz Arun Subramanian, da Corte Distrital dos EUA. Diddy foi condenado por duas acusações de transporte para exercer prostituição, em violação à antiga Lei Mann, após um julgamento que se estendeu por nove semanas.
As acusações envolviam o transporte de ex-namoradas e acompanhantes masculinos entre estados norte-americanos para “freak-offs” — encontros sexuais prolongados com uso de drogas.
O rapper foi absolvido de três das acusações mais graves, incluindo duas de tráfico sexual e uma de extorsão, relacionadas aos casos de Cassandra “Cassie” Ventura e de uma mulher identificada apenas como Jane.
Durante o julgamento, Diddy reconheceu ter feito uso intenso de drogas e admitiu violência doméstica.
Na sentença, o juiz Subramanian afirmou que a punição tem o objetivo de enviar uma mensagem clara de responsabilização em casos de exploração e violência contra mulheres. Ele destacou que o comportamento de Combs foi de “subjugação”, levando as vítimas a momentos de desespero profundo.
A defesa, chefiada pelo advogado Marc Agnifilo, havia pedido uma pena mais branda — de até 14 meses —, alegando que o rapper enfrentou traumas de infância e vício em drogas. Já os promotores pediram uma pena de 11 anos e três meses.
P.Diddy: pedido de pena reduzida e defesa antes de julgamento

Em sua fala final, Diddy se mostrou emocionalmente abalado. Eu me odeio neste momento, afirmou, dizendo estar “humilhado e quebrado até o âmago” e pedindo clemência ao tribunal.
Durante o processo, o artista teve diversos pedidos de fiança negados, mesmo após oferecer US$ 1 milhão, sob o argumento de que ele ainda representava risco à comunidade.
Embora tenha sido absolvido das acusações de tráfico sexual, o juiz considerou os relatos de Cassie Ventura e Jane no momento de determinar a pena.
Cassie afirmou que Diddy a manteve sob violência física, ameaças e manipulação psicológica por mais de uma década, usando também o controle sobre sua carreira para intimidá-la.
Ela relatou episódios de agressões graves, como socos, chutes e espancamentos, além de ameaças de divulgar gravações íntimas. Jane, por sua vez, contou que foi estrangulada e agredida durante um ataque de raiva do rapper.
O próprio advogado de defesa reconheceu os episódios de violência doméstica em sua fala final, dizendo aos jurados: Em termos de responsabilidade pessoal, nós assumimos. Aconteceu.
Apesar da sentença de mais de quatro anos, Diddy pode reduzir o tempo de prisão.
Considerando o período já cumprido desde setembro de 2024 e um possível bom comportamento, o rapper pode deixar a prisão em cerca de dois anos e meio.
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