Morre Benito di Paula, ícone do samba e da MPB, aos 84 anos

Cantor e compositor de Retalhos de Cetim lutava contra um câncer de próstata havia cerca de um ano.

Por Amana Dias

19 de Outubro de 2026, às 08:18


O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu na noite de domingo (18), aos 84 anos, em São Paulo. Ele estava internado no Hospital 9 de Julho e lutava contra um câncer de próstata havia cerca de um ano. O velório foi aberto ao público na capital paulista.

Do “samba de pianeiro” aos clássicos

Nascido Uday Velloso, em Nova Friburgo (RJ), em 1941, Benito começou a carreira como crooner em boates do Rio de Janeiro e de São Paulo. Em mais de cinco décadas de trajetória, construiu uma identidade própria ao unir o samba ao piano e a sonoridades românticas, estilo que ele mesmo chamava de “samba de pianeiro”.

Seu maior clássico, Retalhos de Cetim (1973), impulsionou a projeção nacional e internacional do artista e foi gravado também por Jair Rodrigues, pela orquestra de Paul Mauriat e por Charlie Byrd. Outros sucessos incluem Meu Amigo Charlie Brown (1974), Como Dizia o Mestre, Vai Ficar na Saudade, Beleza Que É Você Mulher e Tudo Está no Seu Lugar.

Nos palcos, era reconhecido pelo visual marcante, com trajes de gala, gravata-borboleta, cabelos longos, colares e anéis. Em 2020, lançou o álbum O Infalível Zen, em parceria com o filho, o cantor e pianista Rodrigo Vellozo.

Repercussão e homenagens

Mumuzinho, Maria Rita, Fafá de Belém, Xanddy, Teresa Cristina e Mauro Júnior, do Grupo Revelação, também homenagearam o sambista. O Governo do Estado do Rio de Janeiro divulgou nota de pesar, e o Flamengo, clube do coração do artista, e o ex-jogador Zico prestaram tributos.

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