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Crítica à alienação social em "Fumo" de Nunca Mates o Mandarim

A música "Fumo", da banda Nunca Mates o Mandarim, faz uma crítica direta à manipulação e à desinformação presentes no cotidiano. Expressões como “metem-te palas nos olhos” e “atiram fumo para o ar” mostram como a sociedade é mantida distraída e alienada, principalmente pelos meios de comunicação e pela cultura digital. Versos como “é só fumaça, fugazzi, playback” reforçam essa ideia, usando "fugazzi" (gíria para algo falso ou ilusório) e "playback" (simulação, falta de autenticidade) para destacar o quanto do que se consome é manipulado ou encenado, criando uma realidade distorcida.

A letra também aborda a rotina sufocante e a alienação social, como em “Vem segunda-feira / Dura a vida inteira / Renda cara / Rédea curta / Casa a arder”, que retrata a repetição dos dias e a pressão econômica e emocional. O trecho “Conservam memórias / De tempos de ouro e glória / Apagam o sangue / Dos livros de histórias para contar” critica a forma como a história é reescrita ou suavizada, ocultando conflitos para criar uma narrativa mais confortável, especialmente para as gerações futuras. O refrão repetitivo reforça a ideia de manipulação constante. No final, a música propõe uma reação: “Tira essas palas dos olhos / E atira fumo para o ar / Sacode a areia dos olhos / E atira os punhos para o ar”, incentivando a busca por autenticidade e liberdade.

Composição: João Amorim / João Campello / Manuel Dinis. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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