
Sonetos a Dona Ângela de Souza Paredes
Nuno Menezes
Dualidade entre desejo e idealização em “Sonetos a Dona Ângela de Souza Paredes”
“Sonetos a Dona Ângela de Souza Paredes”, interpretada por Nuno Menezes, explora a tensão entre a idealização angelical e o desejo carnal, um tema marcante na poesia de Gregório de Matos. A letra apresenta Dona Ângela como uma figura quase divina, destacada no verso “um sol que se trajava em criatura”, o que sugere que sua beleza ultrapassa o comum e se aproxima do sagrado. Essa imagem reforça a mulher como fonte de inspiração espiritual, mas também como objeto de desejo terreno.
O narrador revela um fascínio crescente: ele ouve falar da beleza de Dona Ângela e, ao vê-la, sente-se tomado por um desejo intenso, quase perigoso. O trecho “Mate-me disse eu, vendo abrazar-me” mostra como a presença da amada é tão forte que ameaça sua própria existência. O dilema entre admirar a beleza e preservar-se aparece em “Se a beleza / Eis de ver para matar / Antes olhos segueis / Do que eu perder-me”, indicando que o narrador prefere arriscar-se à destruição a deixar de contemplá-la. A versão de Nuno Menezes mantém o tom contemplativo do soneto original, ressaltando a dualidade entre o sublime e o terreno, e transmitindo sentimentos de admiração, desejo e vulnerabilidade diante da beleza idealizada.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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