Sonho Febril
O Declínio de Seraphitus
Não falo das gotas que escorrem
Eu me refiro às que ficaram pra contar a história
Por baixo da ponte chove
Mas o lago não ficou turvo ao redor dela
Minha reta sempre protegida com Sol
O asfalto escurece sutilmente
As pessoas se protegem embaixo das cadeiras
A água toma a forma do recipiente
Quero um escudo de cristal pra eu me defender da água
Goteira
Goteira
Atrasado, perfurado pela chuva forte no fim do verão
Céu nublado, poluído, performado, acinzentado de um sonho febril
Ventilador que assoprou a minha insônia e com gripe [?] acordou
Vilania animal
Te ver sofrer nos dá prazer
Eu acho que não foi proposital
Me diga que foi sem querer



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