
Uma Vida Só (Pare de Tomar a Pílula)
Odair José
Conflitos sociais e afetivos em “Uma Vida Só (Pare de Tomar a Pílula)”
Em “Uma Vida Só (Pare de Tomar a Pílula)”, Odair José aborda de forma direta o desejo de paternidade do narrador, mas também expõe um confronto com as normas sociais e políticas do Brasil dos anos 1970. Naquele período, o governo militar incentivava o uso de anticoncepcionais como parte de campanhas de controle de natalidade. Ao pedir insistentemente que a parceira "pare de tomar a pílula", o narrador desafia um tema considerado tabu, tornando a canção provocativa tanto para o Estado quanto para a Igreja Católica. Apesar de a Igreja ser contrária ao uso de anticoncepcionais, havia o receio de que a música popularizasse o debate sobre o tema, o que contribuiu para a polêmica e a censura da canção.
A letra, com linguagem simples e cotidiana, revela a frustração do narrador diante de um relacionamento que parece não avançar: "todo dia a gente ama, mais você não quer deixar nascer o fruto desse amor". O desejo de ter um filho é apresentado como uma prova de amor e compromisso, reforçado pelo verso "então eu quero ver você esperando um filho meu". No entanto, a repetição do pedido para abandonar a pílula também pode ser interpretada como uma crítica à autonomia feminina, refletindo as tensões e valores da época. Assim, a música ultrapassa o âmbito pessoal e se transforma em um retrato das disputas sociais, políticas e morais do Brasil dos anos 1970.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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