Lacoste Africa
Oldie Seals
Ascensão social e orgulho periférico em “Lacoste Africa”
Em “Lacoste Africa”, Oldie Seals utiliza a marca Lacoste como símbolo de conquista e pertencimento para jovens da periferia, indo além da simples ostentação. A repetição da referência à Lacoste na letra reflete o desejo de ocupar espaços historicamente negados, mostrando que itens de luxo, antes restritos a outros grupos sociais, agora também fazem parte da identidade periférica. Esse contexto ganha ainda mais força diante do recente reconhecimento, por parte da própria Lacoste, da influência do funk e do rap brasileiros em sua imagem, o que reforça o peso cultural da marca na música.
A letra mistura relatos de superação, ostentação e busca por respeito, sempre com um tom de celebração da ascensão social. Versos como “Hoje tá tudo diferente nóis tá mais potente / O porte do quebrada é mais pra frente” destacam a transformação de vida dos artistas, enquanto “Mas nem foi sempre assim no tempo que andava a pé / Passava a ralé do gueto e me olhava com desprezo” evidencia o contraste entre o passado de dificuldades e o presente de conquistas. Elementos como festas, carros de luxo e o “fuzuê” pelas madrugadas de São Paulo são apresentados não só como parte do novo estilo de vida, mas também como resposta à exclusão e ao preconceito. Assim, a música se torna um manifesto de orgulho periférico, onde cada menção à Lacoste, aos carros e ao dinheiro representa vitória e resistência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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